IHF Wheelchair Handball WCh 2026: Portugal vence e conquista o bronze em Granollers!

Seleção Nacional de Andebol em Cadeira de Rodas superou o Chile no jogo de atribuição do terceiro lugar do Campeonato do Mundo de Andebol em Cadeira de Rodas 2026. Equipa das Quinas venceu embate no terceiro e último set.

Portugal fechou o Campeonato do Mundo de Andebol em Cadeira de Rodas 2026 com a medalha de bronze, um dia depois de perder a Meia Final com o Japão, ao vencer o Chile no Palau d’Esports de Granollers, em Espanha. Na variante ACR4, a Equipa das Quinas venceu o primeiro parcial, perdeu o segundo por um ponto, em golo de ouro, e resolveu o set decisivo por 6-2.

4 Inicial: Rui Rodrigues, Ricardo Queirós, João Jerónimo, Diana Machado

Ricardo Queirós abriu o marcador aos 26 segundos, com um remate em rotação (2-0), e ampliou para 4-0 com outro remate do mesmo tipo, servido por João Jerónimo. O Chile, que somou três falhas técnicas nos primeiros três minutos, reduziu por Jonathan Veas (4-1), mas Jerónimo respondeu de imediato com um remate de um ponto, assistido por Queirós (5-1), e o banco chileno pediu desconto de tempo.

Depois da paragem, Veas voltou a marcar (5-2) e Jorge Carrasco, o melhor marcador chileno do encontro, encurtou para 5-3, antes de o capitão João Jerónimo repor os três pontos de diferença (6-3). Aos 7 minutos, Rui Rodrigues viu o cartão vermelho, numa falta que deu ao Chile um livre de 7 metros, mas Queirós, na baliza, defendeu o remate de Carrasco. O Chile ainda chegou ao 6-5, com um remate de um ponto de Luz Carrasco e outro de Jorge Carrasco, e Portugal pediu time-out.

Aos 9 minutos, Queirós fixou o 7-5 com um remate de um ponto e Jerónimo ainda defendeu um remate de Carrasco antes do fim do parcial.

Set 1: 7-5

O segundo set foi o mais equilibrado do encontro: nenhuma das equipas chegou a ter mais de dois pontos de vantagem. Veas abriu o marcador para o Chile (0-1), Queirós respondeu com um remate em rotação para colocar Portugal na frente (2-1) e Carrasco devolveu o avanço aos chilenos (2-3), também em rotação, antes de Queirós, assistido por Jerónimo, empatar com um remate de um ponto (3-3).

Um livre de 7 metros convertido por Carrasco voltou a dar dois pontos de avanço ao Chile (3-5) e Queirós, com um remate em rotação assistido por Jerónimo, igualou a cinco. Carrasco, também em rotação, fez o 5-7, mas Jerónimo conquistou um livre de 7 metros que Queirós converteu para o 7-7. O Chile pediu time-out e, no regresso, passou novamente para a frente (7-8), ampliando para 7-9 com um remate de um ponto de Veas.

O desfecho chegou em cerca de um minuto. Rodrigo Vieira empatou a nove com um remate em rotação, Veas voltou a colocar o Chile na frente (9-11) e Vieira igualou de novo, também em rotação (11-11). Com a baliza portuguesa vazia, na sequência de uma perda de bola, Jorge Carrasco fez o 11-12 e deu o set ao Chile por um ponto.

Set 2: 11-12

O set decisivo começou com Queirós, na baliza, a negar um remate de um ponto a Felipe Castro. Do outro lado, Veas travou dois remates de Rodrigo Vieira antes de este converter, em rotação, o 2-0. O Chile somou três erros técnicos em cerca de um minuto e Queirós ampliou para 4-0, com um remate em rotação do lado direito.

Vieira, agora na baliza, defendeu um remate em rotação de Jorge Carrasco, mas o chileno reduziu para 4-2 logo a seguir. Queirós respondeu pouco depois (6-2), com novo remate em rotação do lado direito, e ainda teve tempo para defender, já nos instantes finais, um livre de 7 metros lançado por Carrasco, o segundo que travou no encontro.

Set 3: 6-2
Resultado Final: 2-1

Ricardo Queirós foi o melhor marcador do encontro, com 16 pontos, seguido de Rodrigo Vieira, com seis, e de João Jerónimo, com dois, que somou ainda três assistências. Na baliza, Queirós somou seis defesas, com 67% de eficácia, incluindo os dois livres de 7 metros que enfrentou. Do lado chileno, Jorge Carrasco foi o melhor marcador, com 12 pontos, seguido de Jonathan Veas, com seis.

Após a conquista da medalha, o Selecionador Nacional fez o balanço da partida:

“Analisámos o Chile e percebemos que atacavam sempre com quatro jogadores, de baliza aberta, procurando jogar muito com o pivô — a primeira linha fazia a atração e fixação dos nossos defesas para depois servir o pivô para um remate fácil aos seis metros. Penso que os surpreendemos porque tirámos o nosso guarda-redes habitual, o Pedro Marques, e colocámos outro guarda-redes mais alto para dificultar os remates próximos da baliza, além de termos executado muito bem o dois-contra-um sobre o pivô. Eles não conseguiram fazer o jogo de que gostam e entrámos muito bem na partida. Tivemos algum nervosismo por sabermos da importância do confronto, mas fomos controlando pouco a pouco e conseguimos levar a medalha de bronze, que era o que mais queríamos neste momento.

As chaves para este resultado são as mesmas de sempre: empenho, entrega, luta, querer, camaradagem, espírito de equipa e defender o nosso país até já não termos mais forças. Essas são as nossas armas, pois as questões táticas e técnicas todas as equipas as trabalham de forma semelhante. Agradeço a todas as pessoas que nos apoiam e, em especial, às nossas famílias, que abdicam de horas e horas ao nosso lado para podermos representar Portugal ao mais alto nível.”

Three individuals in matching gray shirts and lanyards are intently watching an event, with one placing a hand on another's shoulder as they shout in unison.
Bronze – Portugal vs Chile, 4th IHF Wheelchair Handball World Championship, Granollers, Spain, 20.09.2026, Mandatory Credit © Sasa Pahic Szabo / kolektiff

Após a conquista da medalha, Danilo Ferreira deixou um conjunto de agradecimentos:

“Quero deixar uma palavra ao staff que esteve no Campeonato do Mundo – o Miguel Fonseca e a Daniela Faria – que foi excecional para que nada faltasse e para que tudo fizéssemos de forma competente e eficaz. Uma palavra também para o professor Joaquim Escada, mentor de todo este projeto do Handball for All — neste caso específico, do andebol em cadeira de rodas —, pois este resultado é, em grande parte, fruto do seu trabalho.”

O timoneiro elaborou sobre a importância desta medalha:

“Esta medalha é mais uma para estes jogadores fantásticos, exemplares a nível pessoal, de caráter, empenho e querer, espelhando um trabalho feito desde 2015. Há 11 anos que representam o nosso país ao mais alto nível e dão tudo por Portugal. É necessário que as pessoas com responsabilidades olhem para este percurso e pensem em mudar os paradigmas do nosso desporto para podermos continuar neste patamar. Foi a primeira vez que o Campeonato do Mundo contou com 12 equipas e o nível vai ser cada vez mais elevado e exigente. Precisamos de trabalhar mais e melhor, de ter mais atletas, mais clubes e mais apoios para que Portugal continue a marcar presença em competições desta qualidade.”

A formação orientada por Danilo Ferreira, campeã da Europa em título, melhora assim o 7.º lugar alcançado em 2024. De salientar que Nelson Santos, árbitro português, foi nomeado para a final da prova, que opôs Japão e a anfitriã Espanha.

IHF Wheelchair Handball World Championship 2026
Grupo C
16.09.2026 – 13h00 – Brasil x Portugal, 2-0 (11-7;12-6)
17.09.2026 – 19h00 – Portugal x Índia, 2-0 (9-4; 8-2)
Quartos de Final
19.09.2026 – 10h00 – França x Portugal0-2 (5-6;8-10)
Meia Final
19.09.2026 – 17h00 – Portugal x Japão0-2 (9-10; 9-11)
Medalha de Bronze
20.09.2026 – 17h00 – Portugal x Chile, 2-1 (7-5; 11-12; 6-2)

Patrocinadores Institucionais