O CJ Almeida Garrett/Gesti Douro UAE joga este sábado, 7 de novembro, às 19h15 (hora de Portugal), o primeiro jogo da terceira ronda da EHF European Cup, frente ao OFN Ionias. O encontro disputa-se no OAKA Sport Hall Kassimatis, em Maroussi, Atenas (Grécia), palco do segundo jogo, agendado para o no dia seguinte, 8 de novembro, às 17 horas.
O Clube Jovem Almeida Garrett chega a esta fase depois de ultrapassar o Youth Union of Athienou na segunda ronda, com duas vitórias em Vila Nova de Gaia, por 37-15 e 31-16. Leonor Ramos foi uma das figuras da eliminatória, com 19 defesas somadas nos dois jogos. No campeonato nacional, a equipa ocupa o quarto lugar, com cinco vitórias e três derrotas, e viaja para a Grécia na sequência de um triunfo por 31-28 diante do ABC de Braga.
Do outro lado estará o OFN Ionias, que atingiu os quartos de final da prova em 2024/25, e lidera a liga grega sem qualquer derrota. Esta será a estreia europeia da equipa na presente temporada, que apresenta um plantel recheado de talento de várias nacionalidades, onde se incluem duas jogadoras portuguesas, Érica Tavares e Carolina Silva.
Helena Soares, treinadora do Almeida Garrett, garante que o grupo encara a eliminatória de forma otimista:
“Encaramos esta eliminatória com muita vontade e ambição. Temos feito uma época de crescimento, com momentos difíceis, mas também muito positivos. Chegamos a esta jornada europeia com vontade de continuar a evoluir e com a consciência de que serão dois jogos extremamente difíceis. Para nós, é um privilégio estar nesta competição, porque é uma oportunidade de aprendizagem e de defrontarmos adversários com muita experiência.”
Quanto ao adversário que tem pela frente, a timoneira do conjunto português afirma:
“O OFN Ionias é uma equipa com experiência europeia, que conta com duas atletas portuguesas. Tem uma identidade de jogo bem definida onde se destaca a agressividade defensiva, o ritmo que coloca no jogo e a capacidade de transição rápida. Estudámos bem o adversário, mas o mais importante é concentrarmo-nos no que podemos controlar: o nosso jogo.”
Jogar duas vezes fora e em dias seguidos tem custos e vantagens. A treinadora reconhece ambos.
“Naturalmente, jogar duas vezes fora e em dois dias seguidos é um desafio exigente a nível físico e mental, mas é precisamente nesses desafios que a equipa evolui. Por outro lado, toda a logística e a preparação ficam concentradas numa única deslocação, e a equipa vive estes dois dias em conjunto, o que torna isso positivo.”
Quanto a um possível apuramento para os oitavos de final, Helena Soares não foge a um possível momento histórico:
“Seria um marco muito importante para a equipa e para o clube. Representaria o reconhecimento de todo o trabalho feito e daria visibilidade ao Clube Jovem Almeida Garrett e ao andebol português na Europa. Mais do que isso, seria uma motivação enorme para as atletas e para todos os que acompanham o clube. Mas sabemos que cada passo tem de ser dado com humildade, jogo a jogo.”