Portugal despediu-se do EHF Euro 2026 com o melhor resultado da sua história e com um reconhecimento individual assinalável. Francisco Costa, eleito Melhor Lateral Direito e Melhor Jovem, e Salvador Salvador, distinguido como Melhor Defensor, colocam a bandeira nacional no topo da elite europeia.
Francisco Costa voltou a demonstrar o seu talento. O jovem lateral português não só foi eleito para o “All-Star Team” como o Melhor Lateral Direito, mas também arrecadou o prémio de Melhor Jogador Jovem da prova. “Kiko” apontou 61 golos em 8 jogos, estabelecendo um novo recorde como o melhor marcador português de sempre numa só edição da competição, aos quais acrescentou 21 assistências. Além da veia goleadora, o lateral evidenciou um poder de remate assombroso, registando o segundo disparo mais rápido do torneio, cronometrado a uns impressionantes 132,26 km/h.
O lateral canhoto salienta a importância do prémio, mas destaca o coletivo e aponta ao futuro:
“É um prémio importante, em termos individuais é muito bom, quer dizer que foi um bom europeu, fizemos grandes jogos, mas o importante foi o quinto lugar. Foi termos feito história outra vez, termos dado muitas alegrias aos portugueses, isso para mim é o mais importante, por isso temos que continuar. O caminho é muito longo, temos uma equipa muito jovem, ainda podemos vir a conquistar muito mais. Por isso, há que manter a humildade e continuar a trabalhar.”


No plano defensivo, o destaque recaiu inteiramente sobre Salvador Salvador, eleito o Melhor Defensor da competição. O lateral português foi o pilar da muralha lusa, registando uma média impressionante de 4 roubos de bola por jogo. O jovem manteve um rácio de apenas 1.3 turnovers por jogo, apesar do elevado tempo de utilização (média de 41 minutos por encontro). Além da segurança defensiva, o jogador foi crucial no apoio ao ataque, sendo o segundo português com mais assistências (33) e contribuindo ainda com 23 golos na caminhada histórica da Seleção Nacional.
Salvador Salvador confessou ficar surpreendido quando soube da distinção, mas acredita que o trabalho que realizou desde jovem e a ajuda de toda a equipa o levou a atingir mais este marco:
“Acabamos sempre por ficar surpreendidos quando vemos o nosso nome escrito neste tipo de prémios individuais. Recebi [a notícia] com um enorme agrado, uma felicidade enorme. É o culminar de todo o trabalho que eu tenho vindo a realizar e, acima de tudo, também o trabalho realizado pela equipa, por Portugal, neste Europeu… eu não defendo sozinho, tenho uma equipa extraordinária que me ajuda e que me ajudou a alcançar este feito individual. E o facto de termos feito história por Portugal ajudou a que fosse este o resultado. Estou extremamente feliz por esta distinção e irei continuar o meu trabalho para que aconteça mais vezes.”
Estas distinções sublinham a evolução do andebol português no panorama internacional, premiando dois jogadores que personificam a garra e a qualidade técnica dos “Heróis do Mar”. Com o 5.º lugar garantido e três prémios individuais na bagagem, Portugal encerra a sua participação na Escandinávia com a certeza de que o futuro da modalidade está em excelentes mãos.