O duelo no Kristianstad Arena revestia-se de grande importância para as contas do apuramento. Frente a frente estavam o conjunto sueco, conhecido pela sua velocidade de transição e pelo talento do jovem Axel Månsson, e um Benfica moralizado que pretendia consolidar o seu estatuto europeu e dar um passo decisivo rumo à fase seguinte da competição.
7 inicial: Gustavo Capdeville, Stiven Valencia, Reinier Taboada, Alejandro Barbeito, Bélone Moreira, Mikita Vailupau e Javier Rodríguez
O encontro começou de forma frenética, com Alejandro Barbeito a assumir a responsabilidade ofensiva e a responder ao golo inaugural dos suecos logo no primeiro minuto. No entanto, o Kristianstad impôs um ritmo de jogo alto, explorando as transições rápidas e ataques velozes, que permitiu aos visitados cavar um fosso de quatro golos (7-3) em apenas oito minutos. Perante a passividade defensiva e algumas perdas de bola, Jota González viu-se obrigado a parar o cronómetro com um time-out precoce para reorganizar as ideias das águias.


A paragem técnica surtiu efeito e o Benfica estabilizou, iniciando uma recuperação paciente assente na eficácia e na melhoria da circulação de bola. A partir dos 15 minutos, o jogo entrou numa toada de “golo a golo”, com o conjunto português a reduzir sucessivamente a desvantagem para a margem mínima, até que, aos 25 minutos, o marcador registou o primeiro empate a 14 bolas pelas mãos de Mikita Vailupau.
A reta final da primeira parte foi igualmente interessante. O Kristianstad ainda tentou recuperar o comando, chegando aos 18-17 já no último minuto, mas a resposta encarnada foi feroz. Com uma ponta final decisiva, as águias desferiram dois golpes letais em poucos segundos, operando a reviravolta no marcador e saindo para o descanso em vantagem.
Intervalo: 18-19
O Benfica entrou na segunda parte com uma postura autoritária, determinado a capitalizar o ascendente obtido no fecho do primeiro tempo. Com Christopher Hedberg em destaque na finalização, as águias dispararam no marcador. Uma sucessão de golos de Fábio Silva, Gabriel Cavalcanti e Ismael Fernández resultou num parcial de 1-5 que colocou o Benfica com uma vantagem confortável de cinco golos (19-24), obrigando o técnico sueco a queimar um time-out ao minuto 36.
Contudo, a equipa da casa não se deu por vencida e, aproveitando uma fase de menor discernimento luso, reagiu de forma impetuosa. A Kristianstad Arena galvanizou-se com um parcial sueco que culminou no empate a 25 bolas ao minuto 42, momento em que Jota González teve de reorganizar as suas unidades.


Foi então que emergiu a figura de Rangel da Rosa; o guarda-redes saltou do banco para fechar a baliza, assinando uma defesa fundamental num livre de 7 metros que impediu a reviravolta sueca e serviu de tónico para o sprint final dos encarnados.
A resistência sueca quebrou definitivamente ao minuto 57, quando golos consecutivos de Fábio Silva e Stiven Valencia elevaram a diferença para 32-37. O Benfica limitou-se a gerir a posse de bola e o cronómetro, selando uma exibição que lhe permite continuar na luta pelo apuramento para a próxima fase.
Resultado final: 34-38
MVP: Alejandro Barbeito – 7 golos (100%)
EHF European League – Main Round III
1.ª Jornada
17.02.2026 – 17h45 – SL Benfica x HC Vardar 1961, 40-35 (24-16)
2.ª Jornada
24.02.2026 – 17h45 – IFK Kristianstad x SL Benfica, 34-38 (18-19)
3.ª Jornada
03.03.2026 – 19h45 – HC Vardar 1961 x SL Benfica, BTV
4.ª Jornada
10.03.2026 – 19h45 – SL Benfica x IFK Kristianstad, BTV