Men’s EHF EURO 2028: “Um ponto de partida para um novo ciclo de crescimento”

Bernardo Novo assume a responsabilidade de organizar o torneio 25 anos após o Mundial de 2003. Dirigente encara a prova como um catalisador estratégico para o crescimento sustentável e para a modernização da Federação de Andebol de Portugal.

Numa coorganização que une Portugal, Espanha e Suíça, o Men’s EHF Euro 2028 pretende ser muito mais do que uma celebração desportiva de elite. A estratégia delineada foca-se na criação de novas competências organizativas, na estabilidade financeira a médio prazo e numa abrangência social sem precedentes, que visa envolver famílias, jovens praticantes e o tecido empresarial nacional.

O acolhimento da Fase de Grupos e do Main Round do Europeu, que terá lugar mais de duas décadas depois desde a última grande competição realizada em Portugal – o Campeonato do Mundo de 2003 – é encarada por Bernardo Novo, Presidente do Comité Organizador da prova, como uma missão de elevada exigência para todos os envolvidos.

“A organização do Europeu 2028, 25 anos depois do último grande evento que tivemos em Portugal, o Mundial de 2003, é uma grande responsabilidade para a equipa que vai estar diretamente envolvida e que estará certamente à altura do desafio. É o momento para a Federação de Andebol de Portugal desenvolver novas competências organizativas que, estou certo, serão críticas para o crescimento da modalidade.”

Embora a trajetória desportiva recente da Seleção Nacional A Masculina, com resultados históricos no Mundial 2025 e no Europeu 2026, alimente a expectativa dos adeptos, Bernardo Novo foca-se em pilares que considera fundamentais para a sustentabilidade do projeto, a necessidade de um equilíbrio entre o sucesso no campo e o plano institucional:

“Temos todos uma enorme expectativa desportiva, olhando para aquilo que tem sido a trajetória nos últimos anos com as nossas melhores classificações de sempre, tanto no Mundial 2025 como no Europeu 2026, mas existem duas outras vertentes que me parecem críticas para o sucesso desta prova. Por um lado, do ponto de vista financeiro, garantirmos que não só não oneramos aquilo que é a operação corrente da Federação, como contribuímos, se possível, para a sua estabilidade de médio prazo. Por outro lado, que amplificando o impacto que temos tido nos últimos anos, consigamos aproveitar este momento para aumentar a nossa abrangência, quer no número de jovens que praticam Andebol, no número de famílias que estão envolvidas, e também na quantidade e na qualidade das empresas que apoiam a modalidade.”

Desta forma, o Euro 2028 é apresentado não como um fim, mas como um catalisador para uma nova era do Andebol em Portugal. Será o culminar de um caminho que tem vindo a ser feito desde 2020 e, ao mesmo tempo, o ponto de partida para um novo ciclo de crescimento, como afirma o Presidente do Comité Organizador da prova:

“Eu diria que devemos olhar para o sucesso do Europeu de 2028 numa dupla perspectiva: o culminar de um caminho desportivo que tem vindo a ser feito desde 2020, mas por outro lado um novo ponto de partida para um novo ciclo de crescimento, conjugando estabilidade financeira, aumento de competências internas e maior abrangência da modalidade em termos daqueles a que toca.”

O compromisso com a hospitalidade e com a criação de um ambiente festivo é outra das prioridades vincadas pela organização. O objetivo é proporcionar uma experiência marcante tanto no interior do MEO Arena, pavilhão que irá acolher os jogos, como nas zonas envolventes, atraindo novos públicos para a modalidade:

“Queremos mostrar-lhes que Portugal é um país que sabe receber. Quem vier vai encontrar neste evento, coorganizado pela Federação de Andebol de Portugal, um espaço que queremos que seja uma festa da modalidade. Temos a certeza que vamos conseguir, tanto naquilo que vai acontecer dentro do MEO Arena como no que estamos a pensar projetar fora do recinto de jogo, garantir condições para que esta seja uma grande festa do Andebol para os adeptos portugueses e internacionais, mas também para a comunidade a que queremos que a modalidade chegue, de forma a alargarmos horizontes para o futuro.”

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