A Seleção Nacional sub-16 Masculina já tem definida a rota para o seu próximo desafio: o Torneio HandGaia 2026. O grupo liderado pelo Selecionador Nacional João Varejão irá concentrar-se no dia 30 de março no Centro de Alto Rendimento de Vila Nova de Gaia. Este estágio, que inclui a participação no torneio que decorre entre 1 e 4 de abril, focar-se-á na consolidação estratégica através de sessões de treino e análise de vídeo.
À semelhança do que aconteceu no recente Torneio Interpoles, em França, Portugal voltará a competir contra equipas do escalão sub-18. Esta estratégia visa colocar os jovens atletas perante desafios físicos e táticos superiores, estimulando a superação individual e coletiva no caminho para o alto rendimento.
Convocatória da Seleção Nacional de sub-16 Masculina para o Torneio HandGaia 2026 (30/03 a 04/04/2026)
Relativamente à convocatória do estágio anterior em Nantes, verifica-se uma rotatividade acentuada: apenas cinco jogadores garantiram a sua continuidade nas escolhas de João Varejão. São eles Armando Coelho, Noé Sousa, Gabriel Meireles, Dinis Abreu e Tiago Santos.
Assinalam-se, assim, 11 entradas na convocatória, com o selecionador a optar por alargar significativamente o leque de observação. Estreiam-se ou regressam ao grupo André Ricardo, Rui Pimenta, Alberto Nunes, Xavier Quinta, Rodrigo Francisco, Miguel Rodrigues, Salvador Silva, Guilherme Pereira, Gabriel Vitorino, Martim Ferreira e Salvador Abreu.
O Sporting CP e a AA Águas Santas destacam-se como os clubes com maior representação, com três atletas cada. O Póvoa AC conta com dois representantes, enquanto FC Porto, ABC de Braga, ADA São Pedro do Sul, Académico Clube do Funchal, FC Gaia, CD São Bernardo, GC Tarouca, Marítimo Madeira Andebol SAD e CD Xico Andebol completam a lista com um atleta cada.
Sobre os objetivos deste novo momento, o Selecionador Nacional, João Varejão, sublinhou a importância de expandir a base de recrutamento:
“Este estágio permite-nos observar um maior número de atletas em contexto competitivo e continuar a alargar a nossa base de recrutamento. Ao competir num escalão superior, procuramos desafiar os jogadores a superar dificuldades e a crescer, sempre com foco no desenvolvimento a longo prazo e na construção de uma identidade comum.”
O técnico destacou ainda que a participação anterior em França foi “extremamente enriquecedora”, confirmando a evolução dos atletas em todos os momentos do jogo, apesar das diferenças físicas naturais para a idade.