Depois da derrota por quatro bolas em solo nórdico, as Lusitanas conseguiram superar-se num dia especial e vencer as Ilhas Faroé, em jogo da quarta jornada do Grupo 4 de qualificação para o próximo Campeonato da Europa que será co-organizado por cinco países: Polónia, Roménia, Chéquia, Eslováquia e Turquia. O Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos encheu a voz para empurrar Portugal para o triunfo.
Restam duas jornadas e Portugal pode continuar a sonhar com a qualificação para o Women’s EHF Euro 2026. A 9 de abril as Lusitanas regressam ao Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos para defrontar o Montenegro e três dias depois há duelo entre Islândia e Portugal, em Hafnarfjörður.
As aspirações lusas continuam bem vivas, com Portugal a ocupar atualmente a 3ª posição, com os mesmos pontos que as Ilhas Faroé e menos dois que o Montenegro.

7 inicial: Jéssica Ferreira, Luana Jesus, Joana Resende, Mihaela Minciuna, Constança Sequeira, Anaïs Gouveia e Nádia Rodrigues
O encontro começou com bastante equilíbrio de parte a parte e com grande apoio nas bancadas do Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, Constança Sequeira marcou o primeiro golo para as Lusitanas mas Pernille Brandenborg estabeleceu a igualdade rapidamente. Com o contributo de Jéssica Ferreira entre os postes, Joana Resende deu o mote para os dois golos de diferença (5-3) que chegaram à passagem dos sete minutos.
Débora Moreno e Neide Duarte abriram ainda mais a contagem e o técnico Claus Mogensen viu-se forçado a usar o seu primeiro cartão verde, com 11 minutos volvidos. As Ilhas Faroé saíram a marcar, por duas ocasiões consecutivas e com a ajuda da sua guardiã, catapultaram as nórdicas para a margem mínima (7-6).
Aos 16 minutos foi a vez de José António Silva parar o encontro e Portugal respondeu da melhor forma, capitalizando nos erros ofensivos das adversárias e levando o marcador a 10-6. Quando faltavam cinco minutos para o final da primeira etapa, Portugal manteve a assertividade do ataque e já vencia por seis golos (13-7).
As Lusitanas recolheram aos balneários com uma vantagem que alimenta o sonho europeu.
Intervalo: 15-8



Portugal voltou a entrar letal e subiu a parada para nove golos à maior (17-8), com Jéssica Ferreira em destaque na baliza lusa. As nórdicas ainda tentaram recuperar e, com oito minutos jogados, conseguiram reduzir para seis golos e o técnico português colocou o cartão verde na mesa. As Lusitanas estiveram 10 minutos sem conseguir marcar golo e as Ilhas Faroé foram recuperando, paulatinamente, acabando por reduzir a desvantagem para quatro (20-16).
Quando faltavam 12 minutos para o final, Portugal continuava com grandes dificuldades no ataque, e as nórdicas aproximavam-se cada vez mais, forçando José António Silva a um novo time-out. Nádia Rodrigues acabou por sofrer a terceira exclusão e foi desqualificada da partida.
A toada manteve-se do lado das nórdicas, que baixaram para a margem mínima, por mais do que uma ocasião, a última das quais dentro do último minuto.
Resultado Final: 25-23
MVP: Jéssica Ferreira – 16 defesas (42% eficácia)
Top Scorer: Carmen Figueiredo – 6 golos


No Dia Internacional da Mulher, sob o mote “Give to Gain”, Portugal e as Ilhas Faroé uniram-se no final do encontro para celebrar este dia especial juntamente com os adeptos.

José António Silva, Selecionador Nacional, abordou este triunfo frente às Ilhas Faroé:
“Vitória muito importante para nós, que nos mantém na discussão pelo apuramento. Ainda assim, com o decorrer do jogo, aspirávamos naturalmente a um resultado mais volumoso e a uma vitória mais tranquila. No entanto, a explicação parece-me relativamente simples; ainda temos algumas dificuldades em jogar a este ritmo e com esta intensidade de contactos, e esta equipa é muito forte nesse plano. Acabámos por pagar caro algumas dificuldades do ponto de vista físico, que nos retirou algum discernimento e organização, sobretudo no ataque.
Fazendo um comentário global aos dois jogos, volta a confirmar-se aquela que é a nossa perceção: os segundos jogos são, regra geral, melhores do que os primeiros. E, de facto, neste segundo encontro conseguimos uma prestação ofensiva de grande qualidade e mantivemos um nível de eficácia defensiva muito bom, contando também com a colaboração preciosa da Jéssica.
Como já referi, continuamos com o apuramento em aberto e dependemos apenas de nós. É um grupo muito equilibrado, já que em condições normais, na maioria dos casos, quatro pontos seriam suficientes para garantir pelo menos o melhor terceiro lugar, mas não é o que está a acontecer neste caso. Todas as equipas ainda têm aspirações ao apuramento e, por isso, a luta vai prolongar-se até ao final.
Uma última palavra para as jogadoras, que são verdadeiramente extraordinárias no compromisso e na dedicação à Seleção Nacional. Muitas vezes fazem sacrifícios que passam despercebidos para representar o nosso país. Neste Dia da Mulher, penso que esta referência é inteiramente merecida, porque estas mulheres e jovens mulheres fazem muito pelo desporto português, fazem muito pelo andebol e merecem o reconhecimento de todos. Merecem também que a sociedade e todos os que estão envolvidos no andebol lhes proporcionem as condições necessárias para continuarem a evoluir.”
Women’s EHF Euro 2026 Qualifiers
Grupo 4
15.10.2025 – 17h00 – Montenegro x Portugal, 29-22 (17-11)
19.10.2025 – 17h00 – Portugal x Islândia, 26-25 (14-13)
04.03.2026 – 19h00 – Ilhas Faroé x Portugal, 25-21 (12-9)
08.03.2026 – 17h00 – Portugal x Ilhas Faroé, 25-23 (15-8)
09.04.2026 – 19h00 – Portugal x Montenegro, RTP2
12.04.2026 – 17h00 – Islândia x Portugal, RTP2
| GRUPO 4 | J | V | E | D | GOLOS | DIF | PTS |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1. Montenegro | 4 | 3 | 0 | 1 | 121 : 100 | 21 | 6 |
| 2. Faroe Islands | 4 | 2 | 0 | 2 | 98 : 100 | -2 | 4 |
| 3. Portugal | 4 | 2 | 0 | 2 | 94 : 102 | -8 | 4 |
| 4. Iceland | 4 | 1 | 0 | 3 | 99 : 110 | -11 | 2 |