24 anos depois, uma seleção anfitriã do Europeu conquistou a competição! Numa final entre Dinamarca e Alemanha, o conjunto nórdico venceu o título que lhe fugia desde 2012 e estampa o selo de dinastia na história da modalidade.
Tal como previsto, o jogo iniciou pautado pelo equilíbrio. Com domínio dinamarquês nas bancadas da Jyske Bank Boxen, em Herning, as duas formações procuravam o caminho para a baliza adversária, mas sem se conseguirem distanciar para além da diferença mínima.


A meio do primeiro tempo a Alemanha sofreu um duro golpe com o cartão vermelho admoestado a Tom Kiesler. O conjunto dinamarquês aproveitou a superioridade numérica para se distanciar e chegar ao 10-7 à passagem do 15º minuto. Contudo, os germânicos não baixaram os braços e em pouco tempo chegaram ao empate a dez golos.
O ritmo continuava frenético e nenhuma equipa desarmava. Golo atrás de golo entusiasmava os adeptos na bancada, que ainda mais felizes ficaram quando a buzina soou para intervalo e o marcador assinalava vantagem nórdica por dois golos.
Intervalo: 18-16
O segundo tempo foi em tudo semelhante e ligado à ficha. A troca de golos marcou os minutos iniciais, mas com o passar do tempo, a equipa da casa começou a distanciar-se, chegando aos quatro golos de vantagem a meio dos segundos 30 minutos.
Apesar da desvantagem no marcador, em parte devido à alguma falta de eficácia alemã no momento de finalizar, Andreas Wolff, eleito melhor guarda-redes do Europeu, continuava a fechar os caminhos para a baliza e empurrava a sua seleção para a reviravolta.


No entanto, a equipa de Nikolaj Jacobsen foi arranjando formas de ultrapassar o gigante alemão e, minuto a minuto, foi-se aproximando do triunfo. A vitória ficou selada com a expulsão de Jannik Kohlbacher aos 56 minutos, que deixou a Alemanha em inferioridade numérica durante dois minutos e permitiu à Dinamarca fechar o resultado e levar à loucura os milhares presentes em Herning.
Resultado final: 34-27
MVP: Kevin Moller – 8 defesas
Com este triunfo, a seleção dinamarquesa junta-se à França (2010) como as duas únicas seleções a conseguirem deter, em simultâneo, os títulos europeu, mundial e olímpico. Destaque para Mathias Gidsel que, com 7 golos na final, se tornou o melhor marcador da competição e bateu o recorde de golos por um jogador numa só edição da prova com 68 golos.